Discriminação contra a mulher

No dia 01/02 é celebrado o dia em que o Brasil ratificou a Convenção sobre a eliminação de todas as formas de discriminação contra a mulher (CEDAW, ONU). Este protocolo internacional contribui com as Metas 5.1, 10.3 e 16.b da Agenda 2030.

 
As formas mais comuns de discriminação contra a mulher, são:

  • Bropriating: o termo é uma junção de bro (curto para brother, irmão, mano) e appropriating (apropriação). Ocorre quando um homem se apropria da ideia de uma mulher e leva o crédito por ela.

  • Gaslighting: é a violência emocional por meio de manipulação psicológica, que leva a mulher e todos ao seu redor a acharem que ela enlouqueceu ou que é incapaz. É uma forma de fazer a mulher duvidar de seu senso de realidade, de suas próprias memórias, percepção, raciocínio e sanidade.

  • Machismo: conjunto de práticas, comportamentos e frases que promove a inferiorização da mulher, não admitindo a igualdade de direitos e deveres entre os gêneros.

  • Mansplaining: o termo é uma junção de man (homem) e explaining (explicar). Ocorre quando um homem trata a mulher como inferior e menos capaz intelectualmente: explica coisas óbvias, utilizando fala didática, como se ela não fosse capaz de compreender; explica como ela está errada a respeito de algo sobre o qual ela de fato está certa, ou apresenta ‘fatos’ variados e incorretos sobre algo que ela conhece muito melhor que ele, só para demonstrar conhecimento. A verdadeira intenção do mansplaining é desmerecer o conhecimento de uma mulher e tirar dela a confiança, autoridade e o respeito sobre o que ela está falando.

  • Manterrupting: a palavra é uma junção de man (homem) e interrupting (interrupção). Em tradução livre, significa “homens que interrompem”. Ocorre quando uma mulher não consegue concluir sua frase porque é constantemente interrompida pelos homens ao redor.

  • Patriarcado: é quando as relações sociais (familiares, empregatícias, políticas, etc.) são dominadas pelo homem e as mulheres possuem papel inferior e de subserviência.

  • Sexismo: conjunto de ações e ideias que privilegiam determinado gênero ou orientação sexual em detrimento de outro, por meio de sua exclusão ou rebaixamento.

  • Sexismo nos espaços de poder: ocorre quando uma mulher tem a qualificação necessária para ocupar um espaço de poder (como cargo de chefia ou cargo político), porém é dada a preferência a homens para preenchimento da vaga.

 

O combate à violência contra a mulher é a base para a igualdade de gênero, direito humano fundamental e que, devido a sua transversalidade, tem importante papel na consecução da Agenda 2030.

 

Patrícia M. Menezes

Servidora efetiva da Prefeitura de Barcarena/PA.

Articuladora do Gabinete do Prefeito para a Agenda 2030.

Co-fundadora da Rede ODS Brasil.

 

* Texto publicado originalmente no Informativo Mensal da Rede ODS Brasil - Edição 2, Fevereiro de 2016.

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